Por Sergio Montagnoli, Diretor de Vendas Aftermarket e Marketing da Frasle Mobility
Começo este artigo com uma curiosidade sobre o Brasil. Você sabia que o país tem uma das maiores frotas de veículos do mundo, com mais de 46 milhões de automóveis circulando? E esses dados são de 2024. Isso mostra como a manutenção automotiva é essencial nesse contexto – e é exatamente sobre isso que quero te contar mais ao longo deste texto.
Sim, o mercado de manutenção tem diversos desafios – que vão desde a falta de mão de obra qualificada até questões logísticas e econômicas. Porém, o foco aqui será no uso da tecnologia no ambiente de negócios e nas transações comerciais. Essa abordagem une desafios e oportunidades que, quando bem exploradas, podem levar a um crescimento mais seguro, eficiente e rentável dentro do aftermarket da indústria automobilística.
No ambiente transacional – ou seja, nas relações de compra e venda –, a tecnologia eliminou fronteiras antes impostas pela geografia. O que antes se limitava ao mercado local, agora se expandiu para uma arena global. Empresas passaram a competir não apenas com seus vizinhos de cidade ou estado, mas com players localizados a milhares de quilômetros.
A intensificação da concorrência trouxe desafios, mas também abriu um leque de oportunidades para quem soube interpretar o movimento. Negócios que entenderam a virada digital saíram na frente: estruturaram ofertas online, criaram canais de atendimento digitais e desenvolveram cadeias logísticas alinhadas ao novo comportamento de consumo.
Plataformas de e-commerce, meios de pagamento digitais e comunicação personalizada (um para um) se tornaram diferenciais competitivos. E, embora muitos ainda vejam essa transformação como algo futuro, ela já é realidade. As empresas de atacado e varejo estão sendo moldadas por essa mudança – e o campo para inovação continua fértil, especialmente no comércio eletrônico, tanto no B2B (entre empresas) quanto no B2C (consumidores finais).
Serviços financeiros e meios de pagamento: a evolução digital na manutenção automotiva
A digitalização dos serviços financeiros e a popularização de novos meios de pagamento têm se consolidado como uma força transformadora. E não apenas no e-commerce: essa evolução está alcançando também a cadeia de manutenção automotiva, com impactos diretos na segurança e fluidez das transações.
Alguns atores do setor já operavam no varejo de produtos de consumo, oferecendo parcelamentos por meio de cartões de crédito e maquininhas. Agora, essas soluções vêm sendo incorporadas à manutenção automotiva, especialmente diante de um comportamento já conhecido do consumidor: a percepção do serviço como uma despesa não planejada.
Nesse cenário, o mercado financeiro vem redesenhando suas operações de crédito para atender às especificidades do aftermarket. O objetivo é garantir maior segurança na concessão de crédito e facilitar os pagamentos ao longo de toda a cadeia de distribuição – até chegar ao consumidor final.
Para que esses serviços alcancem escala e eficiência, é fundamental que sejam desenvolvidos em ecossistemas digitais robustos: plataformas capazes de mapear padrões de consumo, oferecer soluções personalizadas e operar com alto grau de automação. Entramos, assim, em uma nova fronteira, em que algoritmos e inteligência artificial terão papel central na curadoria de ofertas vantajosas para quem compra e para quem vende.
Transformação digital na cadeia da manutenção automotiva
A digitalização está remodelando todo o ambiente da manutenção automotiva. A democratização do acesso à informação, impulsionada por plataformas online e e-commerce, eleva o nível de integração da cadeia, tornando-a mais eficiente.
Com a ampliação geográfica da atuação, viabilizada pelo ambiente digital, surgem oportunidades como modelos de crédito com maior prazo e segurança. As empresas passam a operar com melhor uso do capital, identificando padrões de consumo – seja para CPF ou CNPJ – e oferecendo produtos e serviços mais aderentes a cada perfil.
Outro ponto relevante é a comunicação personalizada, que ganha força com o apoio de algoritmos e inteligência artificial. Isso amplia a precisão das ofertas, melhora a experiência do cliente e acelera a tomada de decisão. O ecossistema colaborativo facilita orçamentos rápidos, reparos eficientes, entregas monitoradas e condições comerciais otimizadas.
Um exemplo concreto dessa transformação é o que vem sendo realizado pela Frasle Mobility. Com forte expertise na cadeia de valor da reposição, a empresa adotou uma abordagem bottom-up, enxergando a jornada sob o olhar do mecânico – que diagnostica, escolhe a peça, executa o reparo e precisa cumprir tudo isso em tempo curto, como espera o consumidor final.
Para apoiar esse profissional, a Frasle Mobility lançou uma plataforma digital completa, que em apenas dois anos de operação já soma mais de 600 mil acessos mensais. A iniciativa resolve um problema real: a diversidade de modelos e versões de veículos, muitas vezes com sistemas de freio distintos que exigem peças específicas.
A plataforma facilita a identificação da peça correta, reduz erros e melhora a experiência do cliente final. Além disso, programas como o Clube Experts e o Auto Experts fortalecem o relacionamento com os aplicadores, promovem capacitação e constroem uma rede colaborativa que retroalimenta todo o ecossistema.
Ecossistemas colaborativos e o papel da Frasle Mobility
A Frasle Mobility acredita nesse modelo e vem construindo uma plataforma robusta e colaborativa, que une marcas, clientes e soluções. Com isso, a empresa antecipa o futuro do aftermarket – no Brasil e no mundo – ao apostar em integração digital, inteligência de dados e inovação contínua como motores de crescimento.



